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Brasília,02/03/2026

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O VOTO QUE CUSTA CARO: QUANDO A POLÍTICA ESCOLHE O RISCO E A POPULAÇÃO PAGA A CONTA.

O VOTO QUE CUSTA CARO: QUANDO A POLÍTICA ESCOLHE O RISCO E A POPULAÇÃO PAGA A CONTA.

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O VOTO QUE CUSTA CARO: QUANDO A POLÍTICA ESCOLHE O RISCO E A POPULAÇÃO PAGA A CONTA.

O VOTO QUE CUSTA CARO:
QUANDO A POLÍTICA ESCOLHE O RISCO E A POPULAÇÃO PAGA A CONTA.

 

              Na política, há decisões que
definem mandatos. Outras definem reputações. E há aquelas que fazem as duas
coisas ao mesmo tempo.

              Na Câmara Legislativa do Distrito
Federal, 14 deputados distritais decidiram aprovar a operação envolvendo a
compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). O gesto foi apresentado
como estratégico, moderno e necessário. Mas, nos bastidores, o que se comenta é
que o custo político dessa escolha pode ser alto — e duradouro.

 

OS 14
VOTOS QUE ENTRARAM PARA A HISTÓRIA

 

Os
14 deputados que garantiram a aprovação do PL 1882/2025 foram:

·       Doutora
Jane (MDB)

·       Eduardo
Pedrosa (União)

·       Hermeto
(MDB)

·       Iolando
(MDB)

·       Jaqueline
Silva (MDB)

·       João
Cardoso (Avante)

·       Jorge
Viana (PSD)

·       Martins
Machado (Republicanos)

·       Pastor
Daniel de Castro (PP)

·       Pepa
(PP)

·       Thiago
Manzoni (PL)

·       Wellington
Luiz (MDB)


(Lista
segundo apuração da votação nominal em plenário.)

           Seus votos, em conjunto,
transformaram em lei e em urgência política nuca vista antes ,uma operação de
alto risco institucional

           Cada um deles assumiu, perante o
eleitorado, a responsabilidade por um movimento que especialistas classificam
como de alto risco institucional e financeiro.

 

O PAPEL
DA PRESIDÊNCIA DA CASA

 

             Nenhuma votação dessa magnitude
ocorre sem articulação. E quando se fala em articulação, fala-se
inevitavelmente da Presidência da Casa.

O
presidente da Câmara teve papel central na condução do processo, na organização
da pauta e na formação da maioria. Não é exagero dizer que, sem sua atuação, o
placar poderia ter sido diferente.

             Em momentos como esse, liderança
deixa de ser apenas uma função regimental  passa a ser corresponsabilidade política. Se a
operação prosperar, os dividendos serão compartilhados. Se houver desgaste, a
cobrança também terá endereço certo.

 

ALINHAMENTO
OU DEPENDÊNCIA?

 

              A crítica mais recorrente nos
corredores políticos não é sobre legalidade formal, mas sobre independência
institucional.

               O que se viu foi uma base legislativa atuando
em forte sintonia com o Executivo. Para alguns, isso é governabilidade. Para
outros, é um grau de alinhamento que enfraquece o papel fiscalizador do
Parlamento.

                Deputados que deveriam atuar
como contrapeso acabam sendo percebidos como avalistas automáticos. E essa percepção
justa ou não  cobra seu preço nas urnas.

 

O RISCO
REPUTACIONAL

 

                Operações financeiras
envolvendo bancos públicos exigem transparência máxima, estudos técnicos
sólidos e ampla prestação de contas. Quando há dúvidas sobre o grau de
exposição ao risco, o debate deveria ser ainda mais profundo.

                Ao aprovarem a medida, os 14
parlamentares apostaram que os resultados futuros compensarão o desgaste
presente. Caso contrário, poderão carregar o rótulo de terem endossado uma
decisão controversa sem exigir garantias públicas suficientes.

 

HERMETO E
O PESO DA FIDELIDADE POLÍTICA

 

                Entre os votos favoráveis,
chama atenção o posicionamento firme de Hermeto, conhecido por sua postura de
alinhamento com o governo. Em política, fidelidade é virtude — mas a linha
entre lealdade e subordinação é tênue.

             Ele fez sua escolha. Agora, como os demais, terá de defendê-la perante seus eleitores. 

 

QUANDO O
ELEITOR OBSERVA EM SILÊNCIO

 

                A história recente mostra que
decisões financeiras de grande impacto raramente passam despercebidas. O
contribuinte pode não acompanhar cada detalhe técnico, mas percebe quando o
debate é apressado ou quando o contraditório parece tímido demais.

            

  A pergunta que fica não é apenas se a
operação dará certo.

               É quem estará disposto a assumir
o ônus político se não der.

             

PORQUE NO
FIM, EM POLÍTICA, NÃO EXISTE LINHA DE CRÉDITO PARA
REPUTAÇÃO.











































































































 




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