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Brasília,24/02/2026

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Crise no DF: Impeachment de Ibaneis, compra do Banco Master e a blindagem do governo

Crise no DF: Impeachment de Ibaneis, compra do Banco Master e a blindagem do governo


Crise no DF: Impeachment de Ibaneis, compra do Banco Master e a blindagem do governo IA

Crise no DF: Impeachment de Ibaneis, compra do
Banco Master e a blindagem do governo

Nos
últimos meses, o Distrito Federal tem vivido uma das suas crises
político-institucionais mais profundas. Diversos pedidos de impeachment
contra o governador Ibaneis Rocha
foram protocolados, com alegações que vão
de má gestão do Banco de Brasília (BRB) a possíveis atos de
responsabilidade
, especialmente no contexto da tentativa de aquisição do
Banco Master  um caso que expôs
fragilidades, riscos e conflitos de interesse na administração pública local.

Apesar de
prazos regimentais  como o que o
presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) afirmou que teria
até 20 dias para analisar admissibilidade dos pedidos de impeachment  a conjuntura política indica que não haverá
abertura de processo efetivo
, simplesmente porque a base que sustenta o
governo segue blindando o governador. A lógica é simples: quem já votou
favoravelmente a uma das principais polêmicas da gestão dificilmente terá
disposição, autonomia ou coragem política de abrir um processo que
desestabilize o Executivo.

 

O que
aconteceu com o Banco Master e o BRB

 

Em 19
de agosto de 2025
, a CLDF aprovou o Projeto de Lei nº 1882/2025, que
autoriza o Banco de Brasília (BRB) a comprar participação no Banco Master  49% das ações ordinárias e 100% das
preferenciais
. A votação ocorreu em regime de urgência e com forte pressão
política: foram 14 votos favoráveis e 7 contrários no segundo turno.

A pauta
foi aprovada em menos de três horas, com poucos debates técnicos e sem
aviso prévio adequado para ampla discussão pública ou tempo real de análise
pelas comissões especializadas.

Parlamentares
da oposição chegaram a classificar a votação como “vergonha” e “apresentação
relâmpago”
, criticando a pressa e a falta de transparência.

 

Quem
votou a favor da aprovação da compra

 

Os
deputados distritais que votaram favoravelmente ao projeto foram:


  • Doutora Jane (MDB)

  • Eduardo Pedrosa (União
    Brasil)

  • Hermeto (MDB)

  • Iolando (MDB)

  • Jaqueline Silva (MDB)

  • João Cardoso (Avante)

  • Jorge Viana (PSD)

  • Martins Machado
    (Republicanos)

  • Pastor Daniel de Castro (PP)

  • Pepa (PP)

  • Thiago Manzoni (PL)

  • Wellington Luiz (MDB)

 

Esses 12
parlamentares compõem, de forma majoritária, a chamada base governista da
CLDF
ou, como críticos se referem, o “puxadinho do Buriti”  um grupo que costuma aprovar de forma acrítica
matérias enviadas pelo Executivo. Essa base agora se coloca, de forma
explícita, como barreira à responsabilização política do governador.

 

Críticas
e consequências reais da operação

 

A
tentativa de compra do Banco Master pelo BRB gerou uma série de repercussões
que vão muito além da simples movimentação corporativa:

 

🚨 1. Riscos ao patrimônio público

Críticos
da operação apontaram que o BRB teria condições financeiras muito frágeis para
assumir o risco de aquisição de um banco em dificuldades, com ativos
questionáveis. Para muitos técnicos, isso configura transferência de recursos
públicos para cobrir ou resgatar interesses privados uma operação que pode
comprometer a saúde financeira da própria instituição e do DF a longo prazo.

 

🛑 2. Operação da Polícia Federal e afastamentos

Em novembro
de 2025
, a Polícia Federal deflagrou a Operação Compliance Zero,
que resultou na prisão do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e no afastamento
do presidente do BRB, Paulo Henrique Costa
. A investigação apura indícios
de gestão fraudulenta e irregularidades nas operações do BRB relacionadas ao
Master.

 

📉 3. Impacto político e institucional

O caso
gerou defeitos políticos para o governo e debates públicos, incluindo pedidos
de CPI na CLDF, manifestações de movimentos sociais cobrando explicações
e mobilizações de servidores e cidadãos preocupados com o patrimônio do DF.

 

💸 4. Custo social: cortes, contingenciamentos e
serviços essenciais em risco

Enquanto
a Casa Legislativa apressa votações controversas, áreas como saúde, educação
e serviços públicos
vêm sofrendo com redução de verbas ou falta de
prioridade orçamentária
causando insatisfação significativa em partes da
população que não se beneficiam diretamente de operações financeiras
arriscadas.

 

Pedidos
de impeachment:

                                           Promessa vs. Realidade

 

Mesmo que
tecnicamente existam fundamentos para analisar pedidos de impeachment especialmente
à luz das acusações de má gestão, risco institucional e possíveis prejuízos
ao erário
nada indica que eles avancem de forma independente, séria ou
aprofundada.

A base
que aprovou a compra do Banco Master agora atua como um muro de contenção,
impedindo qualquer debate que possa fragilizar o governador. A tendência é que
esses pedidos sejam, no máximo, protocolados e arquivados oficialmente sem
maiores consequências políticas.

 

 

 

Deputados
em xeque: é esse o futuro que queremos?

 

Colocar
em xeque os deputados que votaram a favor do PL 1882/2025 não é apenas uma
provocação retórica trata-se de uma pergunta essencial sobre a qualidade da
representação política no Distrito Federal
.

Esses
parlamentares sabiam ou deveriam saber dos riscos associados à operação, mesmo
diante de alertas de técnicos, oposição e movimentos sociais. Ainda assim,
optaram por votar em bloco, em regime de urgência e sem debates mais sólidos,
dando carta branca a uma operação criticada por especialistas e que agora se
encontra sob investigação da Polícia Federal.

 

A
pergunta que precisa ser colocada de forma direta ao eleitor é a seguinte:

 

➡️ É esse o tipo de representação que queremos para o futuro do
Distrito Federal?


➡️ É esse o comportamento que esperamos de quem deveria fiscalizar o
Executivo — em vez de simplesmente proteger suas iniciativas?

E não
podemos deixar de mencionar Celina Leão, vice-governadora e figura
central na articulação política do Buriti. Com projeções eleitorais sempre
em destaque, sua postura em torno dessas questões seja pela omissão, seja pela
participação ativa na base que sustenta estas decisões levanta uma pergunta
inevitável:                                   
                                .

📌 Esse é o modelo de governança que ela pretende
perpetuar como herança ou projeto próprio?

Quando o
Legislativo age não como fiscal, mas como apoio automático ao Executivo, o
impeachment deixa de ser uma ferramenta constitucional de responsabilização
para virar um mero símbolo sem eficácia real e sem consequências práticas,
enquanto o cidadão comum arca com as consequências.

 

 











































































































 




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