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Brasília,24/02/2026

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Quando o jornalismo abandona a verdade e passa a servir à perseguição política

Quando o jornalismo abandona a verdade e passa a servir à perseguição política


Quando o jornalismo abandona a verdade e passa a servir à perseguição política

Quando o jornalismo abandona a verdade e passa a servir à perseguição política


Uma matéria assinada pelo jornalista Caio Barbieri, publicada no portal PlatoBR, tenta construir uma narrativa de criminalização em torno do projeto social Visão para Todos e do ex-deputado distrital Carlos Alberto Rodrigues Tabanez. O texto apresenta imprecisões factuais, omissões relevantes e dados inflados, além de surgir em um momento politicamente sensível: logo após Tabanez intensificar críticas ao Governo do Distrito Federal, a alguns deputados distritais, questionar decisões administrativas de grande impacto e declarar apoio público ao pré-candidato ao Governo do DF, José Roberto Arruda.

O contexto não é detalhe. Ele explica muito.

O que é o Visão para Todos — e o que foi convenientemente omitido

O projeto Visão para Todos foi criado em 2019, sem qualquer recurso público, com o objetivo de oferecer consultas oftalmológicas e óculos gratuitos a crianças e famílias em situação de vulnerabilidade. Somente a partir de 2023 passou a receber recursos oriundos de emendas parlamentares, todas submetidas aos mecanismos legais de controle, com prestações de contas apresentadas e, em diversos casos, aprovadas por secretarias do próprio GDF — fato reconhecido inclusive na reportagem questionada.

Um ponto central foi omitido: os valores públicos que permaneceram em aplicação financeira, gerando rendimentos, tiveram tanto o principal quanto os rendimentos integralmente devolvidos ao Governo do Distrito Federal, conforme determina a legislação e como consta na documentação oficial de prestação de contas.

Além disso, o Visão para Todos tornou-se referência nacional em saúde visual, passando a ser replicado por outras instituições e organizações, em diferentes estados, mantendo o mesmo modelo e alterando apenas o nome da iniciativa. Projetos ineficientes desaparecem. Projetos eficientes são copiados.

Inquérito não é condenação

A matéria tenta converter uma falsa denúncia um inquérito em fase preliminar — sem indiciamento, sem denúncia formal e sem qualquer notificação ao citado  em uma condenação pública antecipada e irresponsável. 

O Jornalismo responsável apura, não sentencia ou tenta denegrir a imagem de alguém por interesses exclusos.

Correções factuais que não podem ser ignoradas

A reportagem apresenta erros objetivos:

Valores de emendas foram tratados como se tivessem sido integralmente recebidos, quando parte relevante jamais foi liberada ou executada.

O tempo de exercício parlamentar de Tabanez foi superestimado.

Fato público e verificável:

Carlos Tabanez exerceu mandato como deputado distrital por 18 dias corridos.

Ainda assim, nesse curto período, apresentou:

  • 48 Projetos de Lei;
  • 22 indicações formais ao governador;
  • 7 fiscalizações presenciais em hospitais públicos durante a madrugada, verificando falta de insumos, estrutura precária e atendimento à população.

A omissão desses dados não é descuido. É escolha editorial.

As críticas que incomodaram — e explicam o ataque

A matéria ignora deliberadamente o conjunto de críticas públicas feitas por Tabanez, entre elas:

  • críticas aos aumentos de IPTU e IPVA, que penalizam diretamente a população;
  • questionamentos sobre a operação envolvendo o Banco Master;
  • críticas à atuação dos 14 deputados distritais que, de forma recorrente, votam alinhados ao governador, sem debate ou enfrentamento público;
  • e a declaração de apoio político a José Roberto Arruda, representando ruptura com o atual grupo no poder.
  • Críticas aproposta da vice-governadora Celina Leão de incluir o medicamento Mounjaro na lista de remédios fornecidos pelo GDF

Esse contexto ajuda a entender o motivo do ataque.

Prioridades invertidas: Mounjaro x Hospital da Criança

Outro ponto omitido diz respeito à crítica pública feita por Tabanez à proposta da vice-governadora Celina Leão de incluir o medicamento Mounjaro na lista de remédios fornecidos pelo GDF, o que poderia gerar gastos de milhões de reais.

É fundamental esclarecer: Tabanez não propôs essa medida — ele a criticou, questionando prioridades.

A crítica ganha ainda mais força quando se observa que, no mesmo período, o GDF acumulava cerca de R$ 180 milhões em atrasos de repasses ao Hospital da Criança de Brasília, o que resultou em:

  • Suspensão de 64 leitos de internação;
  • Fechamento de 14 leitos de UTI;
  • Adiamento de diversas cirurgias.

A pergunta é legítima: onde estão as prioridades do governo?

Liberdade de imprensa seletiva?

A matéria também silencia sobre a posição firme de Tabanez em defesa da liberdade de imprensa, ao criticar publicamente a tentativa de dois deputados distritais de silenciar denúncias verdadeiras feitas pelo jornalista Cabo Vitório.

As denúncias envolviam, entre outros fatos:

  • Invasão de área pública da CAESB por parlamentar;
  • Tentativa de legalização do lote invadido por meio de licitação suspeita;
  • Intervenção do Ministério Público, que anulou a tentativa.

Enquanto isso, a omissão do DF Legal chama atenção: o órgão age com rigor contra moradias da população mais humilde, mas nada faz quando o infrator é deputado.

Nepotismo ignorado Indireto e Cruzado

Tabanez também denunciou publicamente a imoralidade no caso de deputada que nomeou mais de 17 parentes na estrutura do Governo do DF. Esse fato grave simplesmente não aparece na matéria. O silêncio é revelador.

Transparência também se cobra de quem escreve

Diante das distorções e do contexto político, surgem questionamentos legítimos de interesse público, não acusações:

  • O jornalista ou o veículo recebem verbas de publicidade institucional do GDF?
  • O jornalista ou o veículo recebem verbas de publicidade institucional de Algum deputado ou da CLDF?
  • Há financiamento direto ou indireto de deputados distritais?
  • Esses vínculos, se existentes, foram informados ao leitor?

Eles ajudam a explicar o tom seletivo, os dados inflados e os silêncios convenientes?

Transparência deve valer para todos.

A verdade não teme investigação

Carlos Tabanez declarou publicamente:

que não foi notificado sobre qualquer inquérito;

que todas as prestações de contas foram apresentadas;

que valores e rendimentos de aplicações foram devolvidos ao GDF;

e que confia que a verdade prevalecerá.

Denunciar o governo não é crime.

Criticar impostos e prioridades orçamentárias não é crime.

Questionar nepotismo e privilégios não é crime.

Defender a liberdade de imprensa não é crime.

Criar um projeto social que se torna referência nacional não é crime.

O que a sociedade não pode aceitar é a manipulação da informação para blindar o poder e tentar silenciar quem ousa enfrentá-lo.




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