CABO VITÓRIO
CORONEL FELÍCIO: “VAGABUNDO E PREGUIÇOSO”
Comandante do 17º CRPM da PMGO grava áudio humilhando policiais e tenta posar de defensor da população — mas entrega apenas arrogância e teatro para impressionar políticos e comerciantes de Águas Lindas.
Coronel Murilo Rodrigues Felício, comandante do 17º CRPM em Águas Lindas, grava áudio ofensivo chamando policiais de “vagabundos” e “preguiçosos”.Murilo Rodrigues Felício, comandante do 17º CRPM — responsável pela segurança de Santo Antônio do Descoberto, Alexânia, Cocalzinho, Padre Bernardo, Mimoso de Goiás e Águas Lindas — grava áudio humilhando policiais e tenta posar de moralista diante da comunidade.
Enquanto os policiais de Águas Lindas/GO cumprem serviço nas ruas com o que têm — fardas gastas, viaturas limitadas e escalas puxadas — o coronel Murilo Rodrigues Felício decidiu fazer o que sabe melhor: aparecer.
Gravou um áudio, jogou em grupos de WhatsApp e encenou uma “bronca” contra sua própria tropa, chamando policiais de “vagabundos” e “preguiçosos”.
Felício tenta passar a imagem de “defensor do povo”, indignado com a falta de policiamento.
Mas quem conhece a rotina da tropa sabe: o discurso é puro moralismo de palco.
Em vez de buscar respostas no GPS das viaturas ou acionar o rádio operacional, ele preferiu disparar um áudio em grupos de WhatsApp — justamente onde circulam políticos e comerciantes locais.
Coincidência? Difícil.
Tudo indica que o objetivo não era comandar, mas aparecer.
🎭 O coronel que queria palco
O coronel que deveria ser exemplo virou ator de uma encenação barata.
Enquanto o efetivo se desdobra pra dar conta de cidades como Águas Lindas, Santo Antônio do Descoberto, Alexânia, Cocalzinho, Padre Bernardo e Mimoso de Goiás, Felício faz show de indignação e posa de herói.
Mas o palco dele não é o quartel — é a plateia política e comercial de Águas Lindas, onde tenta se vender como o “coronel bravo que faz acontecer”.
O coronel Murilo Rodrigues Felício, comandante do 17º CRPM, aparece, em 19 de dezembro de 2024, ao lado de políticos e empresários de Águas Lindas durante cerimônia na Câmara Municipal, onde recebeu a Comenda Ordalino Garcia de Melo. O evento reforça a aproximação do oficial com figuras da cena política local — as mesmas diante das quais tenta se projetar como “coronel bravo que faz acontecer”.
Usou o discurso de “preocupação com a população” como disfarce pra autopromoção, tentando ganhar visibilidade entre políticos e empresários locais, enquanto jogava a própria tropa na fogueira pra parecer o salvador da cidade.
💣 Covardia com farda
É fácil chamar o praça de “preguiçoso” quando se está atrás de uma mesa, com carro à disposição e cafezinho pronto.
Difícil é assumir o próprio papel de comandante e usar as ferramentas que tem.
Se o coronel Felício realmente quisesse saber onde estavam as viaturas, bastava olhar o GPS da frota ou chamar no rádio operacional — mas preferiu o microfone e o teatro.
Os policiais de Águas Lindas estão nas ruas, cumprindo serviço como sempre.
E o coronel, em vez de liderar, prefere atacar quem trabalha.
Isso não é comando. É covardia.
🧱 O verdadeiro “vagabundo”
Quando alguém que tem todas as ferramentas de gestão — rádio, GPS, escalas, supervisores — opta por fazer um discurso público humilhando subordinados, o nome disso não é “bronca de comando”.
É autopromoção.
E quando a autopromoção passa por cima da dignidade da tropa, o verdadeiro vagabundo é quem faz o teatro.
🗣️ A Voz dos Praças
O coronel Felício achou que seria aplaudido por falar grosso.
Mas o que se ouviu nas ruas e nos quartéis foi outra coisa: vergonha alheia.
A tropa sabe quem trabalha e quem só aparece quando tem câmera e plateia.
E é por isso que, nesta história, as palavras dele voltam com força:
"Vagabundo e preguiçoso”, coronel, é quem fala muito e comanda pouco.



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