CABO VITÓRIO
CFP 12 NA CORDA BAMBA: VACILO DO GDF PODE ENTERRAR FORMAÇÃO DE 1.200 PMs
Ministra Simone Tebet ameaça vetar o PLN 12 por vício de iniciativa; GDF tem até o dia 21 para corrigir o erro e salvar o curso de formação da PMDF.
Declaração de Simone Tebet gera incerteza sobre o futuro do CFP 12 e pressiona o GDF a agir antes do prazo final.O futuro de 1.200 novos policiais militares do Distrito Federal está por um fio. O Projeto de Lei do Congresso Nacional nº 12/2025 (PLN 12) — que garante os recursos para o próximo Curso de Formação de Praças (CFP) — corre o risco de ser vetado pela ministra do Planejamento, Simone Tebet, por vício de iniciativa, um erro técnico que nasceu dentro do próprio Governo do Distrito Federal (GDF).
Segundo informações de bastidor apuradas por A Voz dos Praças, Tebet afirmou durante reunião no Senado Federal que vetará o texto caso ele chegue da forma atual. A declaração acendeu o sinal de alerta entre os candidatos aprovados no concurso da PMDF, que agora se mobilizam para buscar apoio político e pressionar o GDF a corrigir a falha antes que o prazo se esgote.
⚠️ O que está em jogo
O PLN 12 é o instrumento que autoriza a execução orçamentária para o novo curso de formação da PMDF, um passo essencial para recompor o efetivo e aliviar o déficit histórico da corporação.
Mas o problema está na origem da proposta: a inclusão dos 1.200 policiais no texto do PLN 12 partiu de uma emenda parlamentar, e não de uma solicitação formal do Governo do Distrito Federal (GDF) — como determinam as regras de iniciativa orçamentária.
Sem esse requisito, o projeto pode ser considerado inconstitucional — e é exatamente esse o argumento que o Ministério do Planejamento ventilou que poderá usar para vetar o texto.
🧾 O erro técnico que virou bomba política
Na prática, o vício de iniciativa significa que um parlamentar não pode propor a criação de despesas ou vagas vinculadas ao Poder Executivo local. Isso só poderia ter sido feito mediante ofício formal do GDF ao Governo Federal.
A omissão é grave: bastaria um documento técnico, encaminhado oficialmente, para “corrigir” a origem e blindar o projeto. Agora, com o PLN prestes a ser votado, o Palácio do Buriti tem até o dia 21 para enviar o pedido de forma adequada e salvar o CFP de um veto inevitável.
💬 Bastidores em Brasília
Fontes ligadas à tramitação do PLN 12 afirmam que a ministra do Planejamento, Simone Tebet, teria sido categórica ao declarar: “Se chegar assim, eu veto.”
A fala repercutiu imediatamente entre os candidatos aprovados no concurso da PMDF, que se dizem enganados pelo Governo do Distrito Federal após terem sido levados a acreditar, por representantes do próprio governo, que o curso de formação já estava garantido.
Nos bastidores, o sentimento é de pressa e apreensão: todos aguardam uma definição do GDF, que precisa agir rápido para corrigir o erro e evitar que o CFP 12 seja comprometido por uma falha de origem.
🕰️ Corrida contra o tempo
Com o prazo apertado e o risco real de veto, o clima entre as associações e entidades representativas dos praças é de tensão e frustração.
“Estamos falando de mais de mil famílias que esperam por esse curso. O erro é técnico, mas as consequências são humanas e operacionais”, disse um candidato aprovado ouvido pela reportagem.
A expectativa agora é que o governador Ibaneis Rocha ou o secretário de Economia emitam, com urgência, o documento de formalização ao Governo Federal — único caminho para legitimar o PLN 12 e garantir a abertura do CFP ainda neste ano.
📢 O preço de um descuido
O episódio escancara a falta de coordenação entre o GDF e sua base parlamentar, e expõe o risco de um erro burocrático comprometer um dos projetos mais aguardados da segurança pública do DF.
Enquanto a tropa espera uma solução, a corda bamba do CFP 12 balança perigosamente entre o veto técnico de Tebet e a omissão política do Buriti.
O prazo é curto — e a paciência da tropa, menor ainda.



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