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Brasília,24/02/2026

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A política do DF: Ibaneis mira o Senado, Celina o governo , mas o castelo político pode começa a rachar

A política do DF: Ibaneis mira o Senado, Celina o governo , mas o castelo político pode começa a rachar


A política do DF: Ibaneis mira o Senado, Celina o  governo , mas o castelo político pode começa a rachar

A política do DF: Ibaneis mira o Senado, Celina o  governo, mas o castelo político pode começa a rachar

Por Tbz

Brasília, 24 de julho de 2025 – O governo do Distrito Federal parece viver em um mundo paralelo. Enquanto o desgaste político e administrativo se espalha pelas ruas da capital, no Palácio do Buriti reina a ilusão de que tudo vai bem, Ibaneis Rocha se movimenta para disputar o Senado, e Celina Leão age como se a vitória ao GDF em 2026 já fosse certa. Mas nos bastidores, o que se vê é um cenário de rachaduras silenciosas, deserções estratégicas e um uso cada vez mais explícito da máquina pública para fins eleitorais.

Em plena  pré-campanha disfarçada, cresce a pressão sobre servidores comissionados. Fontes internas revelam que chefes de gabinete de secretários(as) com pretensões eleitorais, seja para deputado Distrital ou Federal  já estão coagindo servidores comissionados a declararem apoio político. A ameaça? Perder o cargo caso não "fechem com o projeto".

Em outras palavras, a estrutura do GDF está sendo transformada em um comitê de campanha antecipado. Os comissionados viraram moeda de troca, obrigados a escolher entre o emprego e a liberdade de consciência. É o velho toma-lá-dá-cá do clientelismo político, atualizado com o carimbo do medo e da chantagem.

Pior: a troca de apoio por cargos não se limita à fidelidade. Pessoas sem qualquer preparo técnico têm sido nomeadas apenas por afinidade política. Os qualificados são empurrados para escanteio, enquanto os “apadrinhados” assumem funções estratégicas , como se administrar o Distrito Federal fosse um jogo de favores, e não uma missão pública.

Enquanto isso, a imagem de Ibaneis já não é mais a de um gestor respeitado. A candidatura ao Senado, antes vista como quase certa, começa a ser tratada com reservas até entre aliados. O desgaste acumulado, denúncias mal explicadas, promessas não cumpridas e uma base política cada vez menos entusiasmada, indica que a eleição de 2026 será tudo, menos fácil.

Já Celina Leão vive a síndrome do “já ganhou”. Multiplica agendas públicas, grava vídeos como chefe de governo e investe pesado em exposição. Mas esquece que a população do DF já foi enganada demais para cair em performance de marketing. Além disso, seu distanciamento gradual de Ibaneis , ao mesmo tempo em que tenta surfar os louros do governo soa contraditório até para quem está dentro do jogo.

A verdade é que o clima no GDF é de tensão.

Ninguém fala abertamente, mas nos bastidores todos percebem que o projeto político da dupla não é mais consenso. A base começa a se desmanchar. Líderes comunitários, parlamentares e até integrantes do próprio governo já procuram alternativas, pois não acreditam em uma total vitória.

A eleição está longe, mas o julgamento político já começou. E quem usa o cargo para pressionar servidores, nomeia aliados sem preparo e aposta no autoritarismo disfarçado de governabilidade, pode acabar derrotado antes mesmo do primeiro voto.

No DF, os ventos da mudança estão soprando. Resta saber quem vai ouvir  e quem vai insistir em ignorar, até ser varrido das urnas.



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