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Brasília,30/05/2026

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CABO VITÓRIO

O AMOR EM TEMPOS DE PROPINA: O QUE NEY FERRAZ PAGOU PARA AMAR UMA DELEGADA?

Anel de luxo, mesada de R$ 50 mil, viagem de R$ 158 mil — e quem paga é o fundo da aposentadoria do servidor.

Cabo Vitório - A Voz dos Praças
O AMOR EM TEMPOS DE PROPINA: O QUE NEY FERRAZ PAGOU PARA AMAR UMA DELEGADA? Ney Ferraz Júnior e a delegada Karen Langkammer em momento de proximidade.
Viagem internacional: R$ 158 mil.
Mesadinha: R$ 50 mil por mês.
Anel: R$ 49 mil.

E o amor bancado com o suor do servidor.


Ney Ferraz Júnior, secretário de Economia do Distrito Federal, não mediu esforços — nem cifras — para sustentar o relacionamento com a delegada que hoje chefia a Divisão de Atendimento à Mulher da Polícia Civil. Um romance custoso. Muito custoso. E quem pagou a conta foi o fundo de aposentadoria dos servidores públicos do DF.

A investigação mostra que, só com passagens e despesas de uma viagem internacional aos Estados Unidos, Ferraz torrou R$ 158 mil em janeiro — mês em que também foi denunciado por agredir a ex-companheira. O presente mais emblemático? Um anel de luxo de R$ 49 mil, pago à vista em uma joalheria do shopping Iguatemi. Tudo para agradar a nova parceira — enquanto ainda era alvo de medida protetiva por violência doméstica.

Fontes próximas apontam que Ney também repassava mesadas de R$ 50 mil à delegada durante o período do namoro. Detalhe: isso tudo enquanto ele já respondia a processo penal por liderar um esquema milionário de corrupção no Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do DF (IPREV). A farra com o dinheiro da aposentadoria dos servidores resultou em sua condenação por corrupção e lavagem de dinheiro, com pena próxima a 10 anos de prisão.


Ou seja: o romance floresceu no solo fértil da propina. Enquanto servidores do DF enfrentam descaso e insegurança sobre a própria aposentadoria, Ney construía um castelo de luxo, viagens e presentes — bancado com recursos que deveriam garantir o futuro de milhares.

Ela não apenas levou o homem de outra — levou junto uma mala de presentes pagos com dinheiro público.


Esse é o conto de fadas da delegada que deveria proteger vítimas e do secretário que deveria proteger o caixa do Estado.

Mesmo condenado, mesmo investigado por novos escândalos — como violência doméstica — Ney Ferraz continua no comando das finanças do GDF. Sustentado pela confiança inabalável de Ibaneis Rocha, que fecha os olhos para tudo. Ou vende muito bem os próprios.

🕰️ O tempo de Ney Ferraz custa caro.
E quem paga é o servidor.




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