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CABO VITÓRIO

QUEM É KAREN LANGKAMMER: A DELEGADA QUE COMANDA A PROTEÇÃO À MULHER NA PCDF — E É CITADA EM CASO DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Delegada que chefia proteção às mulheres no DF é apontada como amante de Ney Ferraz e ataca publicamente vítima que o denunciou por agressões

Cabo Vitório - A Voz dos Praças
QUEM É KAREN LANGKAMMER: A DELEGADA QUE COMANDA A PROTEÇÃO À MULHER NA PCDF — E É CITADA EM CASO DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA Ney Ferraz Júnior ao centro, ladeado pela delegada Karen Langkammer (à esquerda) — apontada como pivô da crise conjugal que resultou na medida protetiva

📰 O TAPA INSTITUCIONAL

Ela ostenta o cargo de maior autoridade da Polícia Civil do DF na defesa das mulheres.


Mas usou essa posição para atacar uma vítima — e proteger o agressor.

No dia 6 de junho de 2025, Karen Tatiane Langkammer, delegada e diretora da Divisão Integrada de Atendimento à Mulher da PCDF, foi às redes sociais desacreditar o uso da Lei Maria da Penha — no mesmo dia em que a Justiça concedeu medida protetiva à ex-esposa de Ney Ferraz Júnior, atual secretário de Economia do DF.


Coincidência? Nada disso. Karen é (ou era) amante de Ney Ferraz — e pivô da crise conjugal que culminou na agressão, na denúncia e na medida protetiva concedida pela Justiça. Em vez de se declarar impedida, foi às redes sociais para atacar publicamente a ex-esposa de seu companheiro.

Não foi só um erro de conduta. Foi um tapa institucional no rosto de todas as mulheres que ainda lutam para serem ouvidas.


🎥 O VÍDEO — E O COLAPSO DA IMPARCIALIDADE

No dia 6 de junho de 2025, poucas horas após vir a público a decisão judicial que concedeu medida protetiva à ex-esposa de Ney Ferraz Júnior, a delegada Karen Langkammer — que mantém (ou manteve) um relacionamento com o acusado — veio a público se manifestar.



Mas não foi para assumir seu conflito de interesse. Foi para atacar.

Em vez de silêncio, houve deboche. Em vez de cautela, houve julgamento público. 

No vídeo publicado em seu perfil no Instagram, a diretora da Divisão de Atendimento à Mulher acusa, ridiculariza, desacredita e ameaça com prisão quem, segundo ela, estaria usando a Lei Maria da Penha por “ego ferido”.

“A pessoa tá chateadinha, tristinha, bravinha, e quer prejudicar os outros com desejos loucos”, diz a delegada.

“Vai fazer o mau uso [da lei] porque não aceita o fim do relacionamento. Uma pessoa dessa é extremamente egoísta.”

Mais adiante, sugere que a vítima será punida:

“Registrar ocorrência com base em mentiras gera denunciação caluniosa. [...] Sabe qual é a pena? Até oito anos. [...] Você ainda vai presa? Pensa nisso.”

No exato momento em que o sistema de proteção à mulher deveria se erguer, quem o comanda ajudava a enterrá-lo — com ironia, raiva e conflito de interesse.

A fala tem endereço. E tem função: blindar Ney Ferraz e intimidar quem o denunciou.


❌ A QUEM ESSA MULHER VAI RECORRER?

A delegada que aparece no vídeo não é uma civil qualquer emitindo opinião.
É a chefe da estrutura policial encarregada de investigar a denúncia.

Que garantia tem essa vítima de que a apuração será séria, imparcial, efetiva — se a responsável institucional já foi às redes pré-julgar o caso, chamar a mulher de mentirosa, e deixar claro de que lado está?

Em vez de se declarar suspeita, Karen tentou anular a denúncia publicamente.
Com isso, converteu o Estado em agressor — e a proteção institucional em escudo para o acusado.


💔 A CONEXÃO QUE ESCANCARA O CONFLITO

Karen Langkammer não é uma espectadora neutra desse caso. É parte dele.

Segundo a vítima, a delegada é justamente a mulher com quem Ney Ferraz Júnior mantinha um relacionamento extraconjugal — fato que teria sido o estopim para as primeiras agressões físicas, inclusive durante uma viagem à Alemanha.

Ou seja, a chefe da estrutura criada para proteger mulheres foi diretamente envolvida na cadeia de eventos que levou à denúncia por violência doméstica.

Mas em vez de se afastar, Karen decidiu agir.
Não para proteger. Não para ouvir. Mas para defender o agressor — e atacar publicamente a vítima.

Usando o peso institucional do seu cargo e a credibilidade da função, transformou sua rede social em palanque para desmoralizar a denúncia feita contra o homem com quem se relacionava.


Foi além da omissão: foi sabotagem institucional.
E, no centro disso tudo, está uma mulher que deveria ser ouvida, acolhida, protegida — mas que foi exposta e atacada pela própria estrutura encarregada de defendê-la.


📉 A ASCENSÃO POLÍTICA

A trajetória de Karen Langkammer dentro da Polícia Civil do DF é meteórica — e, para muitos, conveniente demais.

Em menos de uma década de carreira, saiu do plantão da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher II (DEAM II) e foi alçada ao topo da estrutura que deveria garantir proteção às vítimas: a Divisão Integrada de Atendimento à Mulher, cargo de confiança diretamente vinculado à Direção-Geral da PCDF.


A nomeação foi oficializada no Diário Oficial em 8 de dezembro de 2023, por decreto assinado durante a gestão de Ney Ferraz Júnior como secretário de Economia — um dos homens mais poderosos do GDF e, segundo a vítima, parceiro íntimo da delegada.

Coincidência?
Ou mais um capítulo do roteiro em que relações pessoais escancaradas atropelam o mérito técnico e contaminam a segurança pública com interesses privados?

A mulher escolhida para chefiar a proteção de vítimas de violência virou, agora, símbolo do colapso dessa mesma proteção.


⚠️ O RISCO

Especialistas em direitos humanos alertam: quando a estrutura encarregada de proteger vítimas de violência doméstica passa a atacá-las, o sistema inteiro colapsa.

Esse tipo de postura institucional desacredita a rede de proteção e desencoraja outras mulheres a denunciarem seus agressores — especialmente quando os acusados ocupam cargos de poder no governo.

A percepção de parcialidade, segundo uma autoridade da própria Polícia Civil ouvida sob reserva, pode ser devastadora para a confiança das vítimas:

“Se a chefe do setor de atendimento à mulher já escolheu um lado, que mulher vai ter coragem de denunciar? Isso paralisa o sistema e coloca todas em risco.”

Karen Langkammer continua no cargo.
Ney Ferraz Júnior continua no cargo.
A vítima continua sob medida protetiva.

E a Polícia Civil do Distrito Federal — que deveria ser a trincheira contra a violência de gênero — permanece calada diante do escândalo que compromete sua própria credibilidade.

Enquanto isso, a mulher que denunciou agressões físicas, morais e patrimoniais por parte do ex-companheiro vive sob ameaça, vigilante e em silêncio — sem qualquer garantia de que será ouvida com isenção.

Afinal, quem comanda a proteção é, ao mesmo tempo, parte da história. E, até aqui, escolheu um lado.

Não escolheu a vítima.
Escolheu o agressor.
E chorou foi pelo vinho:

Difícil vai ser voltar à vida real né 😅😅 Viver sem Angélica zapata kkkk” — escreveu a delegada.

Justiça virou piada. Vítima virou alvo. E Angélica Zapata virou saudade.



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