CABO VITÓRIO
OS DOIS CAMINHOS DA 5ª DP: ENQUANTO O DELEGADO CATUNDA COMBATE O CRIME, LINHARES PERSEGUE POLICIAIS
Bruno Linhares, o delegado que se dizia perseguido por PMs, agora usa a farda para humilhar colegas da segurança pública.
Sede da 5ª Delegacia de Polícia do DF: palco de duas condutas opostas — enquanto um delegado combate o tráfico com provas, outro persegue servidores sem mandado.🕵️♂️ Na mesma delegacia, dois delegados, dois métodos — e um abismo de coerência.
De um lado, o delegado Rafael Andrade Catunda, à frente de operações relevantes como a que desmantelou o tráfico na área central de Brasília, prendendo vigilante armado que atuava num dos pontos turísticos mais movimentados da capital. Investigação sólida, mandados cumpridos, provas materiais e reconhecimento institucional.




Do outro, o delegado Bruno Linhares — que prefere escutar presos e criminosos do que respeitar colegas.
No dia 19 de junho de 2025, Linhares ganhou repercussão no Distrito Federal ao denunciar policiais militares do 6º BPM por supostas ameaças, coações e xingamentos. Disse ter sido perseguido por se recusar a lavrar flagrantes duvidosos. O vídeo dos PMs circulou, os áudios ganharam manchetes, e o delegado virou símbolo da “resistência legalista”.
O que ele não contou foi o que levou àquela situação: os policiais militares estavam cansados.
Eles prendem traficantes na Rodoviária do Plano Piloto, e o delegado solta.
Apresentam ocorrências, e o delegado recusa.
Chegam com testemunhas, usuários, relatos — e o delegado desacredita tudo.
Ainda os acusa de forjar situações, como se o problema estivesse sempre na farda alheia.
E como todo ser humano tem limite, o atrito virou tempestade. Linhares posou de vítima.
Se disse alvo de PMs raivosos, perseguido por fazer “o certo”, ameaçado por não se curvar a abusos.
A narrativa colou. Ganhou manchetes, solidariedade institucional e até certo verniz de herói.
Mas no dia 6 de julho, a máscara parece ter caído.
A face real de Linhares veio à tona — não a de um defensor da lei, mas de alguém disposto a proteger criminosos e perseguir servidores.
Com base em simples falas de detentos, sem mandado e sem flagrante, o Delegado do Crime decidiu invadir o Centro de Progressão Penitenciária armado — mas não para abordar criminosos, e sim para prender policiais penais.
Conduziu os servidores à delegacia, confiscou seus celulares e os obrigou a exibir extratos bancários.
Nenhum centavo irregular foi encontrado. Nenhuma prova. Apenas os devaneios de um lunático.
A ação gerou revolta imediata. Os policiais penais denunciaram a abordagem como abusiva, desproporcional e humilhante. O sindicato da categoria já prepara uma representação formal contra Linhares, que será encaminhada ao Ministério Público e à Corregedoria da Polícia Civil do DF.
Na mesma delegacia, um prende traficante armado com provas.
O outro inventa flagrante para humilhar servidor público.
Na 5ª DP, um delegado prende traficante armado com prova e processo.
O outro prende servidor honesto com achismo e espetáculo.
Dois caminhos.
Dois pesos.
Uma delegacia dividida entre o que a lei permite — e o que o ego autoriza.
Linhares transformou a delegacia em sala de triagem de versões — onde a do bandido pesa mais que a dos policiais.
Ah, e só para não passar batido:
Bruno Rigo Linhares ingressou na Polícia Civil como candidato sub judice.

Talvez isso explique por que ele insiste tanto em agir fora do que está no manual.




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